
sexta-feira, setembro 14
Breve pausa

Novidades
Tem tempo que eu não coloco as últimas novidades, então vou falar de três "acontecimentos" hoje.
Temos aproveitado bem os finais de semana com tempo bom e passeado bastante com os meninos. Eu e o Beto já conhecíamos a Vila Olímpica daqui, que foi criada em 1999 para cediar os jogos centroamericanos, mas que já não está em seus dias de glória. Caminhamos lá de vez enquando, mas ela merece um capítulo a parte no blog, pois a sua fauna é vastíssima ...
Bem, este final de semana colocamos as motinhos dos meninos no carro e fomos explorar a Vila. Valeu o passeio, pois eles adoraram e nós conhecemos um outro lado do complexo esportivo. Até me animei a fazer aulas de tênis (ou será que foi a idéia de comprar uniforme novo?) pois as quadras de lá são bem legais.
Outro lugar que valeu a pena foi um dos Golf Clubs de Tegus, que fica a uns 30 minutos aqui de casa. Pois é meus amigos, há mais de um por aqui!! O clube fica em uma região que parece Itaipava, dentro de um condomínio delicioso com casas lindíssimas. Já nos associamos, não pelo golf é claro, mas pela estrutura de piscina e parquinho. O restaurante é muito gostoso e acredito que vamos curtir bons finais de semana ali. Tem muita gente jovem (e rica) com filhos e fomos muito bem recebidos. Foi a primeira vez que identifiquei babás por aqui, parece que é artigo de luxo. Também achei interessante pois é outro grupo, nada de agregados, e já neste primeiro final de semana conheci uma diplomata chilena que viveu 5 anos em Brasília. Acho ótimo fazer novas amizades assim. Mais uma coisa que não vamos ter quando voltarmos para nossa vida plebéia no Brasil
Por último tem as comemorações do mês pátrio de Honduras. Sua independência foi proclamada no dia 15, mas eles comemoram ao longo todo o mês de Setembro. A cidade está coberta de bandeiras e vários eventos acontecem pela cidade. Acho que o patriotismo brasileiro está bem em baixa se o compararmos com o daqui. E não é só pelo fato de estarmos todos decepicionados com os últimos episódios da política brasileira, simplesmente não me lembro de ver nas ruas as pessoas comemorando o 7 de setembro. Lembro apenas dos desfiles protocolares, que não animam mais ninguém. Ontem os meninos foram vestidos de catrachos para a escola e tiveram atividades cívicas e comidas típicas na merenda.
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| Pura diversão |
Também aproveito para colocar o vídeo dos meninos devorando uma espiga de milho cada um. Este é um dos itens que vai entrar na lista de coisas que vamos sentir saudade. O milho aqui chega a ser adocicado, macio, uma delícia. Para melhorar, só falta alguém me dizer que é light.
Beijos saudosos
Nanda
Ps: Gostaria de dizer que o meu editor chefe está demasiadamente convencido. Disse que está como o Diogo Mainardi na Veja, sendo o artigo mais comentado no Blog.
domingo, setembro 9
Santa Lucia e a fronteira de El Salvador
Nossos passeios foram acumulando e eu ainda não tinha conseguido falar de alguns deles, então aqui vai.
Em mais uma de nossas andanças pelos arredores de Tegus, fomos conhecer Santa Lucia. Este simpático vilarejo fica a cerca de 30 minutos de onde vivemos e é conhecida como a cidade das flores. Acho que esse nome é mais pela quantidade de pequenos viveiros de plantas que estão espalhados por ela do que por seus jardins. Aproveitei para comparar algumas mudas para incrementar o jardim aqui para casa.
Comemos em um restaurante bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Passeamos ao redor de um laguinho bucólico, com direito a patos e tudo mais. Mantendo as devidas proporções, a cidade tinha algumas pequenas ruelas de pedra, que me remeteram ao interior de Portugal.
Passeio em Santa Lucia
Neste final de semana tivemos o passeio que mereceu o título de "A maior roubada da história".
Aqui em Honduras há um tipo de cerâmica produzida por índios que é muito bonita e se chama Lenca (vide foto abaixo). Ela é feita de um barro escuro daqui e tem um belo contraste preto e marfim.
Encontramos ela em várias lojas da capital, mas seu centro produtor (se é que podemos chamar assim) fica no sul, perto da fronteira com El Salvador. Nos indicaram uma senhora que a produz e que os preços eram bem mais baratos e que valeria a pena o passeio, principalmente por um restaurante ecológico que há no caminho.
Meus amigos, a jornada foi um grande pé no saco. Graças a Deus os meninos se comportaram. O que nos haviam dito de que era perto, não era tão verdade assim e demoramos quase duas horas para chegar lá. Falando assim parece que foi fácil, mas achar a casa da tal dona Ubaldina foi difícil. A indicação que nos deram não foi muito exata, apesar da boa vontade do Jim. Ele até disse,"Se você bater na fronteira com El Salvador é porque perdeu a entrada, mas só precisa voltar uns 10Km". Nem preciso dizer que foi o que aconteceu. Quando liguei para ele para pegar outra dica para achar a tal casa, ele me perguntou "Vocês estão com GPS?". Americanos são muito práticos. Não sairei mais para viajar sem nosso GPS. Até este momento o bom humor imperava e o Beto, é claro, não parava de me gozar, dizendo que os meninos iam ganhar o prêmio "cocar de pena de condor roxo" pelo programa de índio que a mãe escolheu.
Depois de outras tantas indicações erradas chegamos ao local correto. Uma casa muito modésta, com fornos para as peças no fundo e uma artesãs muito pobres na porta. A essa altura os meninos estavam loucos para correr e era tudo imundo com água escorrendo pela frente do terreno. Neste momento o Beto começou a perder o bom humor e eu e Sônia escolhemos rapidinho algumas peças e a família voltou para o carro. Detalhe, já era uma da tarde e o tal restaurante ficava no meio do caminho, ou seja, a uma hora de viajem no caminho de volta a Tegus. A essa altura já não acreditávamos tanto nas indicações e resolvemos fazer um reconhecimento do restaurante antes de acordar os meninos, que a esta altura (talvez por defesa coitadinhos), já haviam dormido. O local era bonitinho e havia vários animais, inclusive pumas, mas todos muito mal cuidados. O pobre do pavão mal tinha penas ... Nem precisei pensar duas vezes para desistir do tal ambiente ecológico.
Eu e o Beto voltamos para o carro e descemos no nosso fast food predileto de Tegus para almoçar.
Já decidimos que as próximas peças serão adquiridas no shopping mais perto aqui de casa.
Fernanda
sexta-feira, setembro 7
Palavras do Editor

É claro que acho a idéia do Blog uma ótima. Tenho certeza que vocês devem ficar ansiosos por receber notícias através dessa incrível ferramenta dos tempos modernos. Ler as boas novas e ver imagens da gente, direto de Tegucigalpa, na telinha do computador deve ser quase tão prazeroso quanto receber as velhas correspondências das mãos do carteiro.
No entanto, acreditem, a tarefa de mantê-lo atualizado é árdua. Sabendo disso, dentro da nova “divisão internacional do trabalho” que vigora na família, tentei deixá-la para Fernanda. Afinal, ela agora está na boa vida: ginástica, compras, yoga, clube de bordado, aula de bijuteria, diversão com as crianças, carro hidramático e outras mordomias mais......A lista é exaustiva, vou lhes poupar!
Mas se vocês estão lendo essas linhas é porque não logrei êxito, né? Seguidas e ininterruptas cobranças me fizeram sentar na frente do micro. Porém, o faço com imenso prazer.
Antes de relatar algumas das minhas impressões (que por sinal nem será dessa vez), preciso dizer que a saudade de todos vocês e do Brasil é muito grande. Não há nada como a nossa gente e a nossa casa!
Pronto! As lamentações acabam por aqui.
Chegamos em Tegu de mente e coração aberto, dispostos a ver o lado bom das coisas e evitando comparações que pouco ou nada agregariam aos nossos dias. A estratégia tem dado certo. Tão certo que por vezes penso que nem precisaríamos ter construído tal atitude mental. Com isso, não quero dizer que Honduras não tenha problemas. Tem, sim. Muitos e graves! O que quero dizer é que temos sabido conviver com eles, com compreensão e sem soberba, e dessa maneira temos sido muito felizes. Certamente que essa convivência está sendo muito facilitada pela maneira amiga com que todos, sem ressalvas, nos receberam aqui em Honduras.
Já que falei em amizade, quero abrir um parêntese e render uma merecida homenagem a Nanda. Sempre achei que uma mudança desse tipo seria muito difícil para ela. (Afinal, não estamos em Nova Yorque, nem em Londres ou Paris, locais em que ela certamente tiraria de letra). Mas, brincadeiras a parte, a vida dela mudou muito e a lógica diz que o tempo de adaptação é proporcional ao tamanho da mudança. Não é fácil deixar de trabalhar, sair de perto da família e dos amigos e “cair de pára-quedas” em um lugar que mal tinha ouvido falar, tendo que criar uma nova rotina de vida.
Entretanto, a simpatia e o auto-astral da Nanda tem sido o ponto alto da família até o momento. Sua capacidade de se fazer gostar tem ajudado a construir um grupo de amigos bem legal. Sou muito grato a ela por isso. Dizem que a esposa precisa dar a necessária tranqüilidade para que o soldado trabalhe. Ela tem feito mais que isso. Tem, na verdade, trabalhado junto comigo numa área que, reconheço, nuca foi o meu forte. Sorte minha tê-la ao meu lado.
Por hora é só.
Ad Sumus!
quarta-feira, setembro 5
Félix se foi
Só para tranquilizar todos vocês sobre a passagem de Félix aqui em Tegus. No final de sua trajetória por terras hondurenhas ele foi baixando gradualmente de categoria até se transformar em uma tormenta tropical. O único receio que havia é que com a queda da categoria, o furacão passa coma mais lentidão sobre uma determinada região e acaba chovendo mais. Mas a tão temida chuva não assolou Tegucigalpa. Choveu por toda noite, mas de forma bem fraca e não houve grandes impactos na cidade.
Diferentemente do que acaba de ser anunciado no JN, a tormenta não mais afetará nossa cidade, pois já se encontra no departamento de Snata Bárbara.
PS: Não deixem de consultar o novo link que coloquei na página no canto inferior esquerdo com nossa localização e divisão dos departamentos de Honduras.
Beijos carinhosos
Fernanda
terça-feira, setembro 4
Impactos de Felix em Tegus

segunda-feira, setembro 3
Huracán Félix

Pessoal,
Só para tranquilizar os mais alarmados, nosso próximo furacão, o Felix, está a caminho de Honduras, mas mais uma vez seus efeitos serão sentidos apenas na costa no "estado" de Gracias a Dios. Na passagem de Dean algumas localidades foram evacuadas e acredito que o mesmo ocorra desta vez, já que Felix passará a 100km da costa hondurenha, que é mais próximo do que o anterior.
