sábado, agosto 11

Curiosidades 2 - Comércio e Seguranca

Amigos,
Umas das coisas interessantes de viver em outro país é descobrir as sutis diferenças do cotidiano. Como já havia comentado o comércio aqui é muito bom e os preços são surpreendentemente baixos para os padrões brasileiros. Aqui só tem 12% de imposto e nada mais. Ontem nos surpreendemos ao comparar o preço de um carro da KIA na Veja, o Sportage. No anúncio o modelo mais básico sai por R$71.000 e aqui decidimos não comprar porque ele saia por R$47.000 e acabamos comprando o Carrens, um ótimo utilitário que comporta até 7 pessoas. O outro carro que compramos também é da KIA e se chama Rio (fofo né?). Pedi um com câmbio automático e o modelo básico já vem com todas as mordomias, como ar, direção, travas e todo tipo de porta treco. Custou bem menos que um Uno Mille ...
Para quem estiver curioso, segue o link com os carros:
http://www.kia-rio.com/main.htm
http://newcarens.kiamotors.com/

Uma das curiosidades que mais nos chamou a atenção foi o fato das sacolas não terem alças ou furos na maioria das lojas. Pois é, são como sacos plásticos comuns, sem nenhum lugar específico para carregar. Acabamos carregando as coisas como se fossem uns sacos de lixo .... Outra que as vezes causa um certo incômodo é o fato de toda loja grande fazer uma conferência das suas compras na saída. As vezes o caixa fica a menos de 5 metros da saída, mas eles conferem o que está no carrinho com o que está discriminado na nota fiscal. No início eu sempre esquecia e acabava colocando a nota na bolsa e depois ficava procurando para entregar para o segurança.

Também pude ver como ficamos anestesiados com as coisas de nosso país. Aqui os seguranças estão sempre armados, na maioria das vezes com grandes escopetas. Comentei com o Beto que aquilo me agredia um pouco e ele sabiamente disse que nada é mais agressivo que os policiais do Rio armados com fuzis (FAL). Tenho que admitir que ele está coberto de razão. Apenas me acostumei a vê-los passar com aqueles trabucos para fora das janelas dos camburões ou parados em blitz que sempre davam um nó o trânsito.

O problema da violência aqui é um pouco diferente do Rio. As pessoas não temem abordagens nas ruas, mas a invasão das casas. TODAS elas (pelo menos no nosso bairro onde há concentração de pessoas mais ricas) tem arame farpado ou cerca elétrica sob seus muros. Como a casa em frente do nosso prédio é de um americano, a cada uma hora passa um caminhonete de uma empresa de segurança para fazer uma checagem.

Abraços

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