domingo, setembro 9

Santa Lucia e a fronteira de El Salvador

Pessoal,

Nossos passeios foram acumulando e eu ainda não tinha conseguido falar de alguns deles, então aqui vai.
Em mais uma de nossas andanças pelos arredores de Tegus, fomos conhecer Santa Lucia. Este simpático vilarejo fica a cerca de 30 minutos de onde vivemos e é conhecida como a cidade das flores. Acho que esse nome é mais pela quantidade de pequenos viveiros de plantas que estão espalhados por ela do que por seus jardins. Aproveitei para comparar algumas mudas para incrementar o jardim aqui para casa.
Comemos em um restaurante bem simples, mas com uma comida bem saborosa. Passeamos ao redor de um laguinho bucólico, com direito a patos e tudo mais. Mantendo as devidas proporções, a cidade tinha algumas pequenas ruelas de pedra, que me remeteram ao interior de Portugal.

Passeio em Santa Lucia

Neste final de semana tivemos o passeio que mereceu o título de "A maior roubada da história".


Aqui em Honduras há um tipo de cerâmica produzida por índios que é muito bonita e se chama Lenca (vide foto abaixo). Ela é feita de um barro escuro daqui e tem um belo contraste preto e marfim.

Encontramos ela em várias lojas da capital, mas seu centro produtor (se é que podemos chamar assim) fica no sul, perto da fronteira com El Salvador. Nos indicaram uma senhora que a produz e que os preços eram bem mais baratos e que valeria a pena o passeio, principalmente por um restaurante ecológico que há no caminho.

Meus amigos, a jornada foi um grande pé no saco. Graças a Deus os meninos se comportaram. O que nos haviam dito de que era perto, não era tão verdade assim e demoramos quase duas horas para chegar lá. Falando assim parece que foi fácil, mas achar a casa da tal dona Ubaldina foi difícil. A indicação que nos deram não foi muito exata, apesar da boa vontade do Jim. Ele até disse,"Se você bater na fronteira com El Salvador é porque perdeu a entrada, mas só precisa voltar uns 10Km". Nem preciso dizer que foi o que aconteceu. Quando liguei para ele para pegar outra dica para achar a tal casa, ele me perguntou "Vocês estão com GPS?". Americanos são muito práticos. Não sairei mais para viajar sem nosso GPS. Até este momento o bom humor imperava e o Beto, é claro, não parava de me gozar, dizendo que os meninos iam ganhar o prêmio "cocar de pena de condor roxo" pelo programa de índio que a mãe escolheu.

Depois de outras tantas indicações erradas chegamos ao local correto. Uma casa muito modésta, com fornos para as peças no fundo e uma artesãs muito pobres na porta. A essa altura os meninos estavam loucos para correr e era tudo imundo com água escorrendo pela frente do terreno. Neste momento o Beto começou a perder o bom humor e eu e Sônia escolhemos rapidinho algumas peças e a família voltou para o carro. Detalhe, já era uma da tarde e o tal restaurante ficava no meio do caminho, ou seja, a uma hora de viajem no caminho de volta a Tegus. A essa altura já não acreditávamos tanto nas indicações e resolvemos fazer um reconhecimento do restaurante antes de acordar os meninos, que a esta altura (talvez por defesa coitadinhos), já haviam dormido. O local era bonitinho e havia vários animais, inclusive pumas, mas todos muito mal cuidados. O pobre do pavão mal tinha penas ... Nem precisei pensar duas vezes para desistir do tal ambiente ecológico.

Eu e o Beto voltamos para o carro e descemos no nosso fast food predileto de Tegus para almoçar.

decidimos que as próximas peças serão adquiridas no shopping mais perto aqui de casa.


Abraços
Fernanda

2 comentários:

Unknown disse...

Amiga,
Estou com muitas saudades! Adorei as fotos,e mande um beijo para a Sonia que está com uma carinha otima!

Mil beijos
Quel
PS. Veja os comentarios sobre o editor que adicionamos no texto anterior!

Anônimo disse...

Oi "Fer", acho que você prefere assim neh? rs...
Obrigada por mais uma vez ter colocado fotos da minha mãe amada, ajuda a matar um pouquinho a saudade.
É tão bom ver estas fotos e saber que estão todos tão felizes.

Beijos,
Bella

Aventuras em Honduras